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25 de julho de 2024

Um Apelo à Compreensão no Conflito entre Israel e Hamas

Há muito tempo, tenho sentido a necessidade de escrever sobre o conflito entre Israel e o Hamas, mas só agora consegui reunir os elementos necessários para abordar este assunto extremamente delicado. Recentemente, assisti a um podcast que discutiu o conflito, o que reavivou meu interesse e o desejo de escrever, sempre me colocando a favor da vida, sem tomar lados.

Quero esclarecer que não sou judeu, mas sou sim, sionista. Defendo o direito de Israel existir. A maioria, se não todos os países, surgiram após guerras violentas e conflitos sangrentos. Não existe um país que possa ser considerado legítimo no sentido purista da palavra. Aqui mesmo no Brasil. Ainda temis conflitos de estabelecimentos de fronteiras. Na Europa, a Alemanha, por exemplo, é legítima? E a Escócia? A Austrália? Este país não pertence aos aborígenes? Muitos países cometeram atrocidades em algum momento de sua história, e ninguém ousou pedir o fim desses países. A Alemanha cometeu crimes horríveis durante a Segunda Guerra Mundial, e mesmo assim, ninguém pediu o fim da Alemanha. Nem mesmo o Afeganistão, apesar do Talibã, foi alvo de tal clamor.

Portanto, não consigo entender como podem questionar a legitimidade de Israel, se nenhum país é natural em sua formação. Quando se pede o fim de Israel, clamando por uma Palestina livre "do rio ao mar", é evidente que muitos não sabem sequer a quais rio e mar se referem. Para aqueles que compreendem a geografia da região e ainda assim defendem o fim de Israel, isso é algo que precisa ser debatido com seriedade.

Agora, gostaria de abordar a defesa do Hamas por parte de algumas pessoas que o veem como um símbolo de democracia. Não tenho problemas que as pessoas levantem bandeiras em apoio ao povo palestino, pois isso é um sinal de solidariedade. No entanto, adotar o Hamas como o grande bastião da liberdade e da democracia é, no mínimo, ignorância ou má-fé. O Hamas nunca escondeu suas ações ou intenções; é um grupo que politicamente se encontra na extrema direita. Como então, tantas pessoas da esquerda podem abraçar este grupo? Sabem pelo menos o que estão defendendo?

É necessário reconhecer que o Hamas é uma organização fundamentalista e autoritária, cujo objetivo declarado é a destruição de Israel. Apoiar o Hamas como se fosse uma expressão de virtude é incompreensível. Parece haver uma tendência de algumas pessoas se alinharem com causas que consideram "nobres" sem entender completamente as implicações. Isso muitas vezes se traduz em um apoio superficial que busca mais a validação social do que a verdadeira justiça ou paz.

Nosso lado deve ser a vida. Não existe um lado correto ou incorreto quando se trata de seres humanos que apenas desejam viver em paz. Há pessoas, famílias, crianças, em ambos os lados do conflito, que merecem viver sem medo.

Além disso, é necessário discutir a falta de reações adequadas às atrocidades cometidas pelo Hamas, especialmente contra mulheres. Feministas e ativistas dos direitos humanos deveriam estar na linha de frente, denunciando os crimes hediondos cometidos contra as mulheres raptadas pelo Hamas. No entanto, muitos permanecem em silêncio ou dão respostas evasivas, o que é preocupante e decepcionante.

Governantes ao redor do mundo, incluindo o Brasil, deram declarações irresponsáveis sobre o conflito e não se retrataram. Isso apenas piora a situação, alimentando mal-entendidos e ódios. Alguns desses governantes sequer têm condições educacionais para formar opinião que representem o pensamento se uma nação.

Em conclusão, é imperativo que invistamos em educação para que as pessoas compreendam verdadeiramente a complexidade do conflito entre Israel e o Hamas. As pessoas tendem a apoiar quem percebem como mais vulneral, ajem propositalmente para obter apoio do mundo desinformado. Apoiar o Hamas é indefensável. Precisamos promover uma cultura de vida e coexistência pacífica, onde todos na região possam viver com dignidade e segurança. Nosso compromisso deve ser com a vida, acima de qualquer aliança política ou ideológi

26 de junho de 2024

Olhem que magnifica resposta que esse cidadão está dando de presente à todos nos brasileiros que distraidamente ou por abstração nao sabem do que ocorre no Brasil.

Achei fantástico. Inteligentíssimo.
Confira:

Resposta inteligente para CHICO BUARQUE, escrita por Daniel D'Ane:

"Perdoe se minha admiração não é irrestrita. Você apoia quem rouba, quem roubou e quem tem roubado, não tem discussão.
De Paris, você não se importa em ver a Pátria Mãe, tão distraída, ser subtraída em tenebrosas transações. Afasta de ti esse cálice, Chico!
O que será que lhe dá pra defender quem não tem decência, nem nunca terá, quem não tem vergonha, nem nunca terá, quem não tem limite?
Cantei cada uma de suas canções como se fosse a última!
Olhos nos olhos, dói ver o que você faz ao defender quem corrompe, engana e mente demais.
Não é por estar na sua presença, mas você vai mal. Vai mal demais.
Eu te vejo sumir por aí, arruinando sua biografia, que se arrasta no chão, cúmplice de malandro com aparato de malandro oficial, malandro investigado na Polícia Federal.
É, Chico, você tá diferente, já não te conheço mais. Quem te viu, quem te vê!
Trocando em miúdos, pode guardar as sobras de tudo que não conseguirem roubar.
Apesar de você e do PT, amanhã há de ser outro dia."

20 de maio de 2024

A malandragem e o coitadismo

A frase ”malandro é malandro e mané é mané” nunca fez tanto sentido como nos dias atuais. Brasil do século 21 se tornou pária internacional no rastro dos desdobramentos da sucessão presidencial ocorrida aqui recentemente, especialmente na medida em que vão “clareando” a sucessão de ruptura dos direitos civis do povo brasileiro.

No plano nacional temos um presidente da república colocado na cadeira de primeiro magistrado da nação sem que este tenha o menor respeito do povo brasileiro. Não frequenta locais públicos sem ser hostilizado, exceto quanto contrata com recursos do tesouro, plateia paga para aplaudi-lo. Notícias “boas” de seu “governo” só mesmo nas emissoras oficiais e pagas a peso de ouro. Impopular ao ponto das pessoas trocarem de canal na TV quando o mesmo aparece destilando sua costumeira e cansada verborragia ultrapassada e completamente fora de tempo.

Quem de bom senso e com o mínimo de entendimento e conhecimento de como funciona o sistema eleitoral brasileiro não desconfia que o Brasil de 2022 foi palco da maior fraude eleitoral da história das democracias modernas? Este presidente só é legitimo mesmo para o Congresso Nacional Brasileiro, celeiro de personagens bizarros que se agarram ao poder em troca de benesses financeiras e poder pessoal, além, é claro, do STF – Supremo Tribunal Federal, que de supremo só tem mesmo o nome.

Quem diria que o STF, ambiente outrora respeitado fosse mudar seu tradicional conceito de guardião da Constituição e se transformar nesse ambiente carregado de desconfianças e principalmente desconfiança quanto à conduta ética, moral e cívica de seus ocupantes? Onze pessoas que controlam a vida de duzentos e dez milhões de brasileiros com mão de ferro.

Nenhuma instituição pública brasileira hoje tem o poder de autonomia, sem que algum ministro do STF lhe diga o que é certo ou errado e como proceder. Não temos mais uma Constituição Federal. Esse arremedo que seguimos é fruto da cabeça doentia de algum ministro do STF que julga ditar as regras da nossa civilidade. Não mais podemos nos expressar livremente sem o risco de ter que responder a um processo por 'ameaça à democracia', quando na verdade essa mesma liberdade de expressão é a única garantia da nossa modesta democracia.

Imagem: Ilustrativa


Vivemos momentos muito sombrios.

O Congresso Brasileiro preso na luta pelo poder, faz tempo não representa mais o povo brasileiro médio. E aquele brasileiro sem conhecimento, que permuta seu voto por alguns trocados também não estão ali representados pois quem compra voto nada deve ao “coitado” do eleitor. Ao que parece, caíram no conto da malandragem pura e simples. Além da possibilidade de fraudes, os mandatos populares não tem a efetiva representatividade porque são comprados de supostos líderes que negociam currais recheados de “votos” em troca de benesses.

Alguém ser eleito pela vontade popular mesmo, pela aceitação e convencimento de suas ideias, pela capacidade de contribuição intelectual para melhorar nossas leis no Brasil é muito raro. Mais especialmente no nordeste é quase impossível. Aqui o que predomina mesmo é a malandragem eleitoral.

Aqui quanto mais “coitado” for o eleitor, mais chances o malandro tem de surrupiar-lhe o voto. Nesse período de caça ao voto, a malandragem está solta e praticando toda horda de oportunismo descarado sem que nossas supostas autoridades eleitorais encarregadas de zelar pela igualdade de luta na eleição, tome conhecimento e faça valer os ditames da lei eleitoral. Parece que estão vivendo em outro planeta. Não é com eles.

Como confiar nessa gente?

A campanha eleitoral está na rua sob o manto obscuro de pré-campanha. Compra-se apoios, cooptam-se candidatos adversários, fazem miséria. Só não tem mesmo é o entendimento com o “coitado” do eleitor. Esse, o “malandro” mais na frente decide e resolve por ele. E o que pior parece é o uso indevido da máquina pública e dos recursos que essa máquina detém em favor do seu preferido, do seu ungido.
Pelo andar dessa carruagem, o “coitado” do eleitor sem nenhum conhecimento, vai terminar por legalizar o “malandro” eleitoral sem ao menos saber o que fez.

02 de abril de 2024

Rafael Fonteles, Dr. pessoa: Dois tempos, duas medidas.

Em qualquer plano existencial, de tempo de vida, de oportunidades de negócios, de oportunidades no trabalho, de oportunidades no lazer, no encontro social, enfim, enquanto vida tivermos, a mais dura lição que podemos receber, sem dúvidas é o castigo quando não sabemos aproveitar essas oportunidades que o tempo pode dá ainda durante nossa curta existência nesse plano terreno.

Escolhas que fazemos quando recebemos inúmeras chances ao longo do nosso tempo, que surgem e que muitas vezes, sem a clareza e a percepção que só poucos possuem, perdemos e desprezamos como quem, de nariz arrebitado, por pura incapacidade de percepção deixamos escapar, escorrer por entre os dedos como escorrem as águas de um ribeirão rumo ao mar. O tempo não perdoa, não espera por ninguém e nem volta atrás.

Aqui entre nós, da planície piauiense, dois nomes são bons exemplos para servir de parâmetro e compreensão de como o tempo é o Senhor de todas as coisas. O Governador Rafael Fonteles e o Prefeito Dr. Pessoa.

Dr. Pessoa flerta com a política desde a década de 1980. Me lembro de tê-lo conhecido perambulando pelos corredores do Palácio de Karnak atrás de apoio do então Governador Alberto Silva para uma candidatura de vereador no município de Água Branca. Médico, professor universitário, conhecido pela habilidade como cirurgião, popular, mesmo assim não conseguiu lograr êxito nessa candidatura, mesmo com o apoio oficial de próceres daquele governo estadual. Persistente, tentou em outros municípios a mesma oportunidade na política, e mesmo assim o eleitor desses municípios lhe deram as costas. Muda-se de mala e cuia para a capital, Teresina, e aqui recebe o acolhimento de seu povo. Elege-se vereador, em seguida deputado estadual. Enfrenta o grande líder Firmino Filho pelo comando do Palácio da Cidade e perde a eleição. Mas consegue com isso grande visibilidade. O tempo entre o último mandato do Prefeito Firmino lhe prega peças que são de difícil assimilação da população no enfrentamento da pandemia do covid19. Pois eis que o tempo ruim para o grande líder Firmino, sopra favoravelmente ao neófito teresinense Dr. Pessoa. Este, abençoado pelo povo da capital, torna-se seu prefeito colocando fim a era Firminista na capital. Essa oportunidade, a quem muito poucos tem a chance de receber, foi miseravelmente jogada fora por uma administração completamente sem rumos, sem compromissos e sem planejamento estratégico nenhum. O tempo mais uma vez mostrou-se sábio. Nos ensinou o que o povo de Água Branca e municípios vizinhos já tinham percebido. A completa inaptidão do Dr. Pessoa como gestor eficiente para servir à população e cumprir bem essa honrosa missão.

Outro bom exemplo de “time” e “percepção” de explorar com êxito as oportunidades que o tempo nos oferece, é do Governador Rafael Fonteles. Menino prodígio da matemática, tido por todos mais próximos como gênio, fez do caldo um caldeirão. É sabido que o Governador desde cedo tem conseguido enxergar oportunidades onde muitos sequer conseguem ver despertado interesse. Como aluno, abre numa sala cedida um cursinho preparatório para vestibulares e ao longo de pouco tempo, transforma essa experiência em bem sucedido negócio no ramo educacional. Firma-se como comentarista de economia, o que lhe catapulta à condição de gestor eficiente da principal pasta do governo estadual. A Secretaria de Fazenda do Estado. Durante os dois últimos mandatos do então Governador Wellington Dias, Rafael torna-se o principal fiador do governo, faz sua atividade fim se projetar no cenário nacional como presidente do Conselho de Secretários Estaduais de Fazenda e se firma como uma provável, nova e única liderança capaz de dá continuidade ao projeto politico do PT para o Piauí. Sem Rafael, o PT inevitavelmente teria que ter cedido esse espaço para outro partido ou outra personalidade do mundo politico do Piauí. Mais uma vez, o tempo, assim como o vento, mostrado com muita similitude por Guimarães Rosa no seu romance, fez de Rafael aquele que soube aproveitar as oportunidades surgidas ao eleger-se governador do Piauí. O mesmo “tempo”, fez o vento levar do Dr. Pessoa, todas as oportunidades que lhe foi dada pelo povo de Teresina, fazendo deste, aquele que as desperdiçou todas as oportunidades dadas sem nenhuma chance de reconhecimento futuro.

Nos resta agora torcer para que o Governador Rafael Fonteles seja bem sucedido e encaminhe o estado no rumo certo da prosperidade para todos os piauienses. Torcida não falta. Tomara que o “tempo” não lhe seja inimigo ao ponto de um dia no futuro, alguém escrever artigo lhe atribuindo os mesmos adjetivos conquistados como louvor pelo cansado Dr. Pessoa.

02 de fevereiro de 2024

Nordeste – Eleições legitimas?

Pouco mais de um ano após as eleições que definiram os rumos dos governos e da gestão administrativa dos estados, já estamos novamente em campo para agora escolher os vereadores e prefeitos dos nossos municípios. Eleições por aqui está mais para uma brincadeira de mau gosto, com o exclusivo propósito de legitimar os "eleitos" ilegitimamente. É mais uma guerra entre "facções" politicas para a perpetuação no poder.

Aqui no Nordeste, essas eleições já refletem os projetos de muitos políticos, quase a totalidade deles, para as eleições de 2026. Pensar mesmo na população, nas cidades e no bem estar social dessas comunidade é o que menos importa. Quem com suas faculdades mentais em dia acredita que foi mesmo a vontade popular que colocou nos palácios nordestinos os governadores e a nossa triste representação parlamentar no Congresso Nacional e nas Assembleias Legislativas dos Estados?

O que prevaleceu nas eleições de 2022 aqui no nordeste foi mesmo a força do dinheiro fácil comprando apoio de pseudos representantes populares. Muitos recursos financeiros foram depositados nos bolsos dos que mantém currais de eleitores semianalfabeto sem as mínimas condições de decidir seu próprio voto, sem condições de diferenciar o certo do errado, o correto do incorreto, o melhor do pior, conduzidos por pessoas que não querem saber de desenvolvimento social e humano, A preocupação principal dessas pessoas é exclusivamente com o próprio bolso.

Diante desse quadro, como será possível a renovação politica? Como oxigenar as casas parlamentares das cidades nordestinas e os palácios dos gestores estaduais e municipais com pessoas de cabeças arejadas e realmente comprometidas com o desenvolvimento económico e social de sua gente? Como faremos para dá oportunidade a quem de fato tem o propósito de servir suas comunidades? Como inserir nesse ambiente tão importante que impacta diretamente nossas vidas, pessoas que tenham o propósito de servir na politica partidária como um missão?

Se não avançarmos para uma mudança radical de parâmetros no sistema de educação implantado atualmente nas escolas brasileiras, especialmente nas escolas nordestinas, que foquem exclusivamente pela qualidade do aprendizado, que excluam as amarras doutrinárias que estão à décadas infestando o ambiente escolar, desde o ensino fundamental até as faculdades privadas e os campus universitários, inexoravelmente vamos continuar piorando como sociedade. Esse cenário só é favorável para aqueles, que são sempre os mesmos, que sobrevivem exclusivamente às custas dos cofres públicos. São conhecidos os "parlamentares" do Piauí por exemplo, que nunca plantaram um pé de maxixe, nunca deram um dia de trabalho em lugar nenhum. No entanto, são "senhores" milionários, que ostentam suas "riquezas" por onde passam.

O poder de escolha deve ser sempre da sociedade. Essa falácia de que estamos diminuindo as diferenças entre as classes sociais no nosso Brasil de hoje, é coisa para enganar os menos informados. Só construiremos uma sociedade mais igual - para não usar expressões muito comum hoje em dia mas que são expressões com o propósito exclusivo de enganar, através da educação e do trabalho, da expansão da produção de bens e serviços.

Nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul, onde os representantes políticos dessas sociedades primam em servir suas comunidades como missão dada pelo povo, o que observamos é uma sociedade mais politizada e que aprendeu e sabe separar e colocar fora do poder de decisão, aqueles que querem apenas tirar proveito pessoal dos cofres públicos.

Que nos sirva de lição na hora de escolher nossos representantes políticos. Temos uma boa oportunidade para começar essa mudança de parâmetros agora em 2024.

24 de dezembro de 2023

Teresina, nosso abrigo.

Passeando pelas ruas de Teresina, nos deparamos com problemas que a principio, são primitivos de resolução. Qualquer gestor bem intencionado em servir ao seu povo, razão pela qual a população deposita esperanças quando vota e elege alguém para comandar os destinos administrativos de suas cidades, trata logo de imprimir com sua marca e deixa-la como legado para o futuro. Nessa galeria de bons administradores, Teresina se orgulha por ter entre seus pretéritos prefeitos, figuras notáveis que ainda hoje merecem o reconhecimento dessa comunidade como personalidades eternas. Wall Ferraz, Freitas Neto, Firmino Filho, Elmano Ferrer são alguns exemplos. Ocorre que a inteligência coletiva ultimamente parece que adormeceu nos escaninhos do cérebro humano e nos atiramos numa aventura que parece não ter fim. Da prefeitura da nossa querida cidade do sol e da luz, terra do Conselheiro Saraiva e da Imperatriz Teresina Cristina, o que a população espera são ações voltadas para melhorar a qualidade de vida de quem aqui mora, empreende, trabalha, estuda e vive. No Brasil das eleição a cada dois anos, cada vez mais parece que isso emburrece e embrutece os nosso homens públicos. A luta diária pela manutenção de grupos no poder parece ter tirado dos nossos lideres, a capacidade de racionar de forma mais eficiente, mesmo que em seu próprio proveito. Perde-se tempo, recursos e oportunidades quando enveredam apenas na luta politica pela famigerada sucessão municipal. Luta insana pelo poder, isso sim. Não há mais o respeito à vontade popular. O poder monetário é quem dita as regras e a tudo compra, inclusive consciências, honras, palavras, "apoio", votos, etc. Eleitor comum coitado, preso nessa armadilha da pobreza, da falta de conhecimento, de esclarecimento e de oportunidades, só lhe resta ser visto como um mísero eleitor preso no cabresto do chefe politico a quem diz seguir mas que a ele nada é servido. Grande maioria dos eleitores estão presos nesse sistema de corrupção eleitoral medieval, tornando quase sempre os eleitos, ilegítimos. Pior ainda é saber que na maioria das ocasiões recentes, os votos foram comprados com recursos do próprio erário público. Esse mal corrói as entranhas da politica brasileira, especialmente no nordeste. Nos estados e nas cidades nordestinas, raros são os líderes eleitos por sua exclusiva contribuição como homem público ao seu povo. Na grande maioria, os eleitos "compram" literalmente o mandato. O mecanismo conhecido é primitivo mas bastante eficiente. Nos últimos 20 anos, fez-se escola. A peso de ouro, coloca ao seu lado os famosos líderes regionais, detentores de mandatos ou não, ai inclusos chefes de associações de moradores, desocupados, desempregados, administradores de repartições públicas nomeados com esse proposito, e dessa forma, formam currais abarrotados de famintos e miseráveis eleitores, que sem conhecimento, discernimento e esclarecimento, fruto da politica educacional implantada para ser ineficiente, proposital, diga-se de passagem, seguem a orientação do suposto líder. São massas de manobra necessárias para a instalação de "ilhas" permanentes de poder. Passando de pai para filho, a renovação é praticamente nula e impossível. Não permitindo que a população tenha a oportunidade de experimentar novas capacidades, novas ideias e novas e mais eficientes formas de servir ao povo, como esse povo deveria ser servido. Muitas vezes, tomamos conhecimento da 5ª ou 6ª geração de famílias encasteladas no poder. São verdadeiros feudos políticos que para mantê-los, são capazes de cometer atos dos mais insanos possíveis e difíceis até de imaginar. Vale tudo. Até matar. Aqui no Piauí, algumas "famílias" de políticos espalham-se como "piolhos" nos diversos órgãos da administração pública, nos três níveis de poder. É comum encontrar sobrenomes famosos em qualquer órgão público que por acaso o cidadão comum necessite recorrer quando precisa resolver algum problema. Mas o que faz com que os homens públicos virem esses monstros sinistros na escalada desse poder que quase sempre é efêmero? O que leva um cidadão com dons e pendores da política a embebedar-se com o poder e dele nunca mais querer se retirar, fazendo desse, seu ofício e seu meio de enriquecimento pessoal e de sua sinecura familiar? Não seria louvável e oportuno ter o reconhecimento público como aquele que contribuiu com sua comunidade, deixou sua marca de homem capaz e ser guardado no panteão da memoria coletiva como um bom representante popular, do que arriscar-se na aventura de ser vergonhosamente retirado pela força do sufrágio como aquele que teve a chance de contribuir, mas decepcionou e foi sacado como um indesejado e incompetente administrador? Que honra tem isso? Que tipo de homem suporta isso nas suas memórias? Parece mesmo é que nada importa. Ilegítimo ou não, o que interessa é o poder, mesmo que a qualquer custo. Honras às favas. Contadas!

09 de novembro de 2023

Turismo de Saúde em Teresina?

Com dois rios perenes, vocação histórica para a prestação de serviços de qualidade, com dois dos principais pólos de desenvolvimento econômico da capital, saúde e educação, setores que empregam milhares de piauienses, Teresina vem nos últimos anos esquecendo essa vocação natural de excelência na prestação desses serviços, deixando de lado, se acomodando, esquecendo desses dois importantes vetores e catalizadores do fortalecimento da nossa economia.

Resultado dessa inércia? No setor de saúde, Estados vizinhos como o Ceará, Maranhão e o Pará mais ao norte, que para Teresina mandavam seus pacientes para aqui fazer tratamento de saúde, estão eles próprios agora levando nossos piauienses para tratar a saúde lá.

Cada vez mais o Ceará, o Maranhão e também o Pará estão ampliando e modernizando seus sistemas de saúde. Isso vai deixando o Piauí e principalmente Teresina de fora desse vantajoso mercado.

Estamos ficando para trás.

São empregos e renda que estão deixando o Piauí e migrando para nossos vizinhos. O Piauí perde e nossa capital perde mais ainda.

Nossas empresas de saúde tem que aceitar uma parcela significativa dessa fatura. São poucas as que avançam na modernização de seus empreendimentos agregando valor com novas tecnologias, preços e principalmente eficiência no atendimento. Isso traz de volta o usuário, o paciente bem atendido e faz a melhor propaganda. A propaganda da informação do boca-a-boca. De graça.

Para nos situarmos com informação precisa dessa situação, enquanto que no Ceará 34 clínicas e hospitais, algumas públicas, muitas privadas e outras filantrópicas já conquistaram o selo de acreditação da Organização Nacional de Acreditação - ONA, nas várias versões, no Piauí, e somente em Teresina, apenas quatro empreendimentos de saúde conseguiram o selo de Acreditação da ONA. São elas a Clínica Psicomed que tem o selo de Acreditado, O Hospital São Marcos que tem o selo Acreditado Pleno, O Vilar Hospital de Olhos, que tem o selo Acreditado com Excelência e a Clínica Gastros que tem o selo Acreditado Pleno. Esse Selo de Acreditação da ONA é fundamental para espelhar ao mundo a qualidade e eficiência dos serviços prestados à população no setor de saúde de nosso Estado.

O pólo de saúde de Teresina já foi no passado recente, local de acolhimento e resolução das enfermidades de muitos brasileiros vindos de outros Estados. Aqui, encontravam solução para recuperar sua saúde, contribuíam com o setor de hotéis e pousadas, restaurantes, lojas, enfim. Aqui deixavam muitos reais na nossa economia. Recursos imediatos na veia da economia de nossa capital.

Fica o alerta para que os empresários da saúde do Piauí e de Teresina procurem seguir o exemplo dos nossos quatro Acreditados, mas principalmente tenham em mente que a competição não favorece a quem dorme em berço esplêndido.

Além do vizinho Ceará, o Maranhão com sete empresas de saúde Acreditadas e o Pará com 18 empresas Acreditadas, já superaram o Piauí nesse quesito.

04 de outubro de 2023

Segure firme que o barco pode virar

Por Roberto Luciano Fortes Fagundes

Foto: Reprodução

"Creio que todos nós acompanhamos a divulgação pela Receita Federal dos dados mais precisos da arrecadação em nosso país. E estes resultados foram tão preocupantes que até mesmo dentro do próprio governo acendeu o sinal vermelho de alerta. Membros do governo, do Banco Central e da própria Receita Federal estão extremamente preocupados. Ficaram com a pulga atrás da orelha. A notícia que o mercado recebeu é que “a arrecadação caiu pelo terceiro mês e intensificou a fragilidade fiscal do governo”.

A queda na arrecadação federal ocorre em meio a tentativas do governo de alavancar receitas para atingir o equilíbrio fiscal no próximo ano. Só vemos três tipos de pessoas que acreditam que isto pode acontecer: os ingênuos, os que chegaram ontem no Brasil e ainda pouco conhecem o nosso país e aqueles que estão de má-fé. Falam da boca para fora, mas sabem que no fundo isto é impossível de acontecer. Basta pegar por base o que aconteceu nos últimos três meses deste ano, como noticiado: o governo central registra maior déficit para o mês de junho em dois anos, sendo que o resultado primário ficou negativo em R$ 45,2 bilhões; contas públicas têm déficit de R$ 35,8 bilhões em julho; governo teve déficit primário de R$ 25,7 bilhões em agosto.

Tomando por base os resultados acima, quem em sã consciência acredita que vai ficar no 0 a 0 no ano que vem? E aqui tem um pulo do gato muito interessante, pois, mostra a real situação da economia, publicada no Estadão: “a arrecadação federal ao cair pelo terceiro mês seguido, a queda é puxada pelas empresas, sendo que foi o pior resultado mensal auferido. O recolhimento do IRPF e do CSLL caiu 23,30% em agosto deste ano comparado a agosto de 2022”. Estes dois impostos incidem sobre o lucro, sendo que não houve diminuição das alíquotas. Estranho é que a mídia noticia que o Brasil está voando, que as empresas estão lucrando mais do que nunca, tentando nos convencer que está tudo bem e que o país está bombando. Vemos ainda algumas notícias ressaltando que o governo e o Banco Central estão preocupados com a queda da arrecadação.

A desaceleração do recolhimento de impostos pelas empresas tem colocado os técnicos da Receita Federal em alerta. Fica claro que a causa é a queda do lucro das empresas. Este cenário é ainda mais desafiador para Fernando Haddad (PT), que se comprometeu a zerar o rombo das contas públicas em 2024 e, para isso, precisa arrecadar R$ 168 bilhões em receitas extras. Não é que o Brasil precise só do valor acima. Ele tem que manter o que já arrecada e contar com a entrada do extra pontuado. Na prática, a arrecadação está em queda mês após mês. É tipo você sonhar que vai ganhar na Mega- -Sena acumulada e já começa a gastar por conta. E ainda vemos políticos e alguns empresários declarando apoiar a reforma tributária, sendo que a maioria são os que ficam em Brasília pedindo benefícios para o setor que representam, para os seus interesses querendo sempre levar alguma vantagem. Como se diz em Minas: “se a farinha é pouca, meu pirão primeiro”. Para que alguém saia ganhando nesta história, alguém sempre sai perdendo. E quem perde é quem não tem lobby, não tem contatos na capital federal, sendo quem vai pagar a conta no final.

O orçamento para 2024 é tipo superestimar as receitas e subestimar as despesas. Com isto, o governo está contando com o ovo no ** da galinha. Diminuir os gastos não faz parte de seu projeto. Estas notícias que só os super ricos serão taxados é uma balela. Vocês acham que vão aceitar de bom grado esta tributação de seus investimentos aqui e no exterior? E o detalhe é que mesmo se vier a acontecer, não resolverá o problema do país. Além do que o governo espera que os empresários façam acordos com a Receita, abrindo mão dos processos e demandas existentes, fazendo um acordo e pagando. Caso acontecesse, este valor arrecadado só entraria uma vez, não é fonte contínua de recebimento. Por outro lado, o governo está criando despesas recorrentes. Podemos dizer que a situação atual das finanças públicas do nosso país é:

1) Como já dissemos acima, o governo está contando com o ovo no ** da galinha e esperando arrecadar com medidas que ainda não foram aprovadas pelo Congresso;

2) As propostas até agora apresentadas só contemplam aumento de arrecadação, nenhuma de corte de gastos;

3) O arcabouço fiscal é uma confusão, além de ter uma série de pequenos asteriscos que não vão funcionar, conhecidos como jabutis;

4) O orçamento para o ano que vem é totalmente fora da realidade, é super otimista quanto à arrecadação, subestimando ao extremo as despesas. Um orçamento responsável tem que ser conservador nas receitas com uma margem prevista para despesas inesperadas. Se acontecer algum imprevisto, como pandemia, guerra, evento climático, tragédia social, vai pegar o país de calças curtas. Se sair alguma coisa errada, vai descarrilhar tudo.

Na verdade, quase ninguém acredita mais na possibilidade de déficit zero em 2024. Com o declínio da arrecadação e pouca disposição do atual presidente para cortar gastos, como será possível obter os R$ 160 bilhões em receitas extras que eliminariam o déficit orçamentário? Não precisa fazer muito esforço para entender que a proposta da equipe econômica é uma fantasia, que vai nos custar caro. É lógico que não desejamos que aconteça o pior cenário, mas se acontecer, se prepare, tenha a mão um salva-vidas, pois o barco pode virar".

08 de setembro de 2023

Equatorial

Aos piauienses, cansados de promessas vazias, de vez em quando pousa por aqui entre nós, empresas Aladim - aquelas que fazem mágicas ao esfregar a lanterna. Pois é. A Equatorial, empresa que substituiu a desmoralizada, surrupiada, saqueada e quebrada CEPISA, pousou como empresa Aladim, aquela que veio para acender a luz de nossas lanternas. Passados os anos, o que vemos é uma tênue melhoria no fornecimento de energia elétrica. Ténue porque não é raro os picos de elevação de corrente, queimando aparelhos eletrodomésticos das residências dos piauienses. E ninguém consegue ser atendido nas suas reclamações.

Equatorial II

Agora, nossa empresa Aladim - a que faz mágica e acende e apaga nossas lâmpadas a seu bel prazer descompromissado com que lhes dão sustentação financeira, está enviando cobrança para quem atrasou apenas dois dias. Isso mesmo|: Dois dias e aparece um agente da Aladim Equatorial na sua porta com um "Reaviso de Vencimento". Pasmem!! Dois dias e já "Reaviso de Vencimento". Embora a conta da Aladim já houvesse sido quitada, o agente e a empresa não se dá ao trabalho nem de ter um serviço de liquidação imediata de pendências em plena era digital. Acredito que os computados da Aladim Equatorial deve ser movidos a lenha. Para o azar do piauiense!

02 dias de atraso, reaviso de vencimento

04 de setembro de 2023

Eleições em Teresina

Teresina I

No Brasil, paraíso das eleições, mal saímos das eleições gerais de 2022, quando bem ou mal, tomaram posse os novos mandatários do Brasil e dos Estados, além de novos senadores e deputados federais, não obstante grande parcela do eleitorado brasileiro e da população em geral questionar a legitimidade de alguns empossados, no dia seguinte à posse, o que vimos foi alguns governantes já pavimentando seu caminho rumo a famigerada reeleição, mesmo que no meio desse mandato tenhamos mais uma eleição para Prefeitos e para as câmaras municipais de todo o país.

Teresina II

Em Teresina, capital do estado, alvoroçados vereadores caem em campo, lépidos e fagueiros na corrida pela caça ao eleitor, tentando possível reeleição. Nem sempre é fácil, dado que muitos não correspondem às expectativas da população que os reprova nas urnas. Todos sabem que uma eleição é feita sobretudo com o empego de muitos recursos financeiros para contar com a "adesão espontânea" de muitas "lideranças" de bairros e regiões da capital. É um terreno altamente movediço para quem se aventura tentar a sorte praticando a democracia pura, do convencimento e da troca de ideias e projetos de atuação parlamentar.

Teresina III

Com relação aos prováveis candidatos à sucessão do atual prefeito Dr. Pessoa, tem pré candidatos para todos os gostos e estilos. Até o momento nenhuma novidade impactante. Nenhum nome que realmente possa prosseguir com o destino que a capital do Piauí precisa que é de desenvolvimento e bem estar social de sua população. Ate o momento, dos nomes postos no "balcão dos negócios eleitorais" nenhum próximo do ex prefeito Firmino Filho, a quem se reputa ter sido um tenaz construtor de quase tudo existente na cidade.

Teresina IV

Além do próprio Dr. Pessoa, que nesse momento corre o risco de ficar é fora da disputa, pois que não controla nem o próprio partido que está filiado, já que o partido do prefeito agora tem na direção o ex deputado Mainha. Todos sabem que o ex deputado Mainha está apenas esquentando a cadeira, guardando o lugar para o Dep. Jadiel, que de fato será o comandante politico do Republicanos. Jadiel é aliado de primeira hora do Palácio de Karnak que é avalista da candidatura do Deputado Fábio Novo. Durma-se com um barulho desses. Melhor o prefeito, colocar suas barbas de molho.

Teresina V

Na corrida pelo Palácio da Cidade, iniciada precocemente ainda no primeiro semestre de 2023, aparecem nomes como o do ex prefeito Sílvio Mendes, o nome da deputada de primeiro mandato Bárbara do Firmino, o deputado Fábio Novo além do próprio Dr. Pessoa. Desses nomes, nenhuma novidade, mesmo com a deputada Bárbara pleiteando o lugar que foi de seu pai, embora esse fato não lhe dê as credenciais para substitui-lo, uma vez que a deputada não tem nenhuma experiência de gestão pública, nunca ocupou nenhuma função que lhe dê a experiência mínima necessária para exercer esse posto. Ser filha do ex prefeito Firmino, nesse jogo duro do voto, não quer dizer nada. É bom lembrar que um outro grande gestor da capital, Professor Wall Ferraz, teve também um filho lançado na politica, que no entanto não conseguiu sair-se bem e não conseguiu herdar o espólio politico do pai. Tratando-se de votos, essa herança não existe.

Teresina VI

No decorrer dessa jornada que se encerrará em outubro ou novembro de 2024, deverá aparecer ainda muitos candidatos. Os de sempre, para fazer valer os recursos do fundo partidário e do fundo eleitoral de partidos nanicos e inexpressivos e talvez outros nomes que possam trazer à luz da disputa, qualificando o necessário debate da sucessão fora dessa bolha onde só aparecem os mesmos e de sempre. Um nome que vem sendo muito citado em conversas de bastidores e em eventos políticos e que com certeza abriria, ampliaria o horizonte de escolhas é o do ex Senador João Vicente Claudino.

Teresina VII

João Vicente Claudino exerceu o mandato de Senador da Republica e no meio deste disputou uma eleição para o governo do estado em 2010. Encerrou seu mandato de senador em 2014 mas é sempre apontado como tendo sido um senador eficiente e reconhecido como gestor de algumas empresas do principal grupo empresarial do estado do qual é um dos sócios. Sempre lembrado em quase todas as eleições para o executivo estadual mas que efetivamente nenhuma dessas disputas lhe entusiasmou ao ponto de entrar nessa corrida. A coluna está informada, que o ex Senador está agora com muita disposição em participar do processo sucessório da capital em 2024. Perguntado se seria candidato a prefeito de Teresina, JVC respondeu que se conseguir reunir líderes importantes da capital num único projeto, ele topa a disputa. JVC costuma dizer que não é dado a aventuras. Quer dizer que se entrar é para disputar com chances de vencer. É esperar para vê!

23 de agosto de 2023

Sucessão na capital III

A maior prova que temos desse rigoroso julgamento é a punição que o eleitorado de Teresina deu ao ex Prefeito Firmino Filho. Não obstante todos concordarem que o ex Prefeito Firmino Filho tenha se transformado no mais importante e mais competente gestor da capital, o eleitorado lhe infligiu uma derrota acachapante.

Reputo que mais pelas atitudes que o ex prefeito tomou no combate à pandemia do Covid 19 e menos por conta do nome escolhido para sucedê-lo. Esse talvez tenha sido o menor dos desafios que nosso saudoso Firmino tenha enfrentado naquele ano terrível para a humanidade. Deu no que deu!

23 de agosto de 2023

Sucessão na capital II

Como ainda temos mais de um ano até a realização das eleições municipais, creio haver tempo hábil para aparecer um nome novo, que realmente possa dar à nossa capital um ritmo diferente e proporcione crescimento econômico e bem estar social para nossa gente. Um nome fora da bolha. Continuar com as mesmas promessas de outros pleitos, falar o que já foi falado diversas vezes, dificilmente convencerá o eleitorado da capital, que costuma ser rigoroso na escolha de seus gestores.

23 de agosto de 2023

Sucessão na capital

Recentemente foi divulgada uma pesquisa de opinião pública sobre o desempenho dos pré candidatos à Prefeitura de Teresina no pleito de 2024. Essa pesquisa só consegue mostrar o óbvio. Não temos ainda ninguém fora da caixa que apareça entre os nomes citados. Os mesmos de sempre e com as mesmas promessas de sempre. É bem possível que consigam convencer novamente a população, usando o mesmo discurso surrado de sempre.

23 de agosto de 2023

Tapa buracos 2

O que já estava muito ruim, piora com a ação dos agentes da Prefeitura. O buraco logo se transforma numa lombada gigante, contribuindo para o desgaste prematuro de carros que se arriscam pela ruas e avenidas onde passou esse serviço. Dr. Pessoa precisa tomar providências urgentes para colocar pessoas competentes para tapar esses buracos. Na verdade, para piorar o que já estava ruim, era preferível deixar como estava. ou seja, com o buraco do Dr. Pessoa aberto mesmo.

23 de agosto de 2023

Tapa buracos

A Prefeitura de Teresina precisa rever seu conceito de atender ao contribuinte com serviços de melhor qualidade para justificar os impostos e contribuições que a sociedade faz ao erário público municipal. Os serviços de tapa-buracos das ruas e avenidas de Teresina é uma vergonha.

Para "tapar" um buraco em plena principal avenida da capital, a Frei Serafim, dois operários jogavam de cima do caminhão basculante, pás de massa de concreto asfáltico. Em baixo, outro cidadão com um "enxada" espalhava a dita cuja e pronto. Serviços feito!

08 de agosto de 2023

Aristocracia personalista

Avenida movimentada, barulho ensurdecedor de possantes caminhonetes diesel, motoristas e seguranças uniformizados como requer a alta aristocracia do estado. Delas, como que ungidos pela graça divina, emergem e aparecem tal como astros do protagonismo político nacional, senhores metidos em alinhados ternos, de corte impecável, exclusivos, provavelmente "comprados" nas melhores lojas e grifes europeias. Mesmo lhes acompanhando o característico odor de naftalina, seguem caminhando lentamente, passos pequenos, tudo meticulosamente calculado como quase tudo que fazem, um de cada vez, implorando cumprimentos formais de transeuntes comuns, quem sabe uma self como costumam fazer astros do rock nacional. Lerdamente, talvez por conta de mobilidades reduzidas e com a proeminência de suas largas panças recheadas pelo excesso de consumo de imensos camarões pitu, coisas cotidianas que o destino lhes impôs, dirigiam-se ao átrio do conclave rocambolesco, tudo milimetricamente programado para enaltecer toda sua imponente importância. A tiracolo carregam consigo assessores e repórteres ávidos por noticiar ao “povo” aquilo que de tão relevante previamente foram instruídos a noticiar, pois eis que, quase todos são providos de gordos contracheques, pagos como comissões e gratificações especiais de gabinetes estatais. São pagos para lustrar imagens junto à pobre e ignorante opinião do distinto público piauiense. Brilham como atores holiwoodianos, certamente movidos pelo “nobre” propósito de guardar esses momentos para enxertar suas biografias de “honrados” homens públicos. Cumprimentos efusivos, tapinhas nas costas, muitos “convidados” especiais sentados em lugares reservados apenas aos que do staff fazem parte e para aqueles que com esse circo, sentem prazer em tirar uma lasquinha. Lá na frente, naquela mesa de honra e também muita desonra, lindamente decorada com flores da estação, senhores dignatários dos destinos de nossa gente e dos cofres recheados com recursos públicos, estão sendo homenageados com honrarias criadas exclusivamente para atender aos seus caprichos pessoais da quase santa e  imaculada necessidade de ostentação social. O negócio é estar na boca do povo. Sentir-se-ão líderes de uma sociedade cuja maior marca é a ignorância servil de seu povo, posto que tudo tem sido feito apenas para manter aparência de êxito na sociedade cada vez menos exitosa, atrasada, empobrecida e enganada. Aparência é tudo. É o legado transmitido como maior lição ao povinho da província, pois que sem essa ignorância e a costumeira servidão do povo acostumado aos favores miúdos, seus reinados hão de perecer e de ser definitivamente sepultados. Rapapés extremados de elogios fáceis, sorrisos forçados, características dos abobalhados que se vangloriam por ter seus peitos espetados por medalhas e honrarias criadas exclusivamente para tal fim, à semelhança de como se comportam tiranetes africanos. São Deuses no olimpo da mediocridade piauiense. Verdadeiros senhores de feudos políticos e reinados construídos à sua volta com dinheiro público. Duques de ilhas de poder. É assim que alguns piauienses “ilustres” adoram sentir-se quando se aboletam à mesa de honra preparada com esmero e bajulação por apadrinhados servis, com o proposito exclusivo da auto promoção. Neste teatro rocambolesco de mediocridades, filhos alçados à cargos públicos espetam medalhas nos peitos varonis de pais poderosos, cunhados homenageiam cunhados pois que sem este, a vidinha fica muito mais difícil, juízes não podem ser mantidos à distância pois que no futuro podem ser-lhes úteis e os favores podem ser cobrados, deputados medíocres e apagados também recebem suas honrarias, pois vai que um dia precisem de um empurrãozinho legislativo e uma leizinha aqui, um decretinho ali que lhes quebrem alguns “galhos”?

E é assim que o Piauí premia a incompetência e mantem-se no último lugar em todos os índices de desenvolvimento apurados pelos institutos especializados. Continuamos décadas após décadas como um dos últimos entre os estados do Nordeste e no Brasil. Aqui o interesse e todos é comum, pois que sabem a importâncias em manter esse estado de coisas sempre como estão, pois sem isso, talvez o povo acorde dessa letargia em que se encontram e resolvam partir para mudar esse cenário de atraso e pobreza.

Temos os políticos que merecemos pois que o povo que os escolhe é o povo que temos.

Até Deus, não duvidem, tem pena e dó de nossa sorte!

Deus salve o Piauí e Teresina, terra do sol e da luz.

17 de julho de 2023

Paraíso das canaletas

Teresina deve ser a única cidade desse planeta que se utiliza das famosas "canaletas" como equipamento urbano de drenagem. Isso é só uma demonstração de subdesenvolvimento. Da incapacidade administrativa dos nossos gestores. Não podemos entretanto, imputar responsabilidade exclusivamente à atual administração. É uma coisa de décadas, talvez secular.

Falta ação

Talvez seja o momento dos gestores responsáveis pelo tráfego de Teresina, abandonar essas famigeradas "canaletas" que só prejuízos trazem para os usuários das vias públicas da capital. É cada vez maior as reclamações com a frequente quebra de veículos, atraso na movimentação do transito, perda de compromissos, ainda agravados pela quantidade absurda de motocicletas que disputam o mesmo espaço.

Tapa buracos

Outra reclamação frequente é quanto aos serviços de recuperação de asfalto nas ruas e avenidas de Teresina. Parece que contratam equipes com o propósito de piorar o que já era muito ruim. O famoso "serviço" de tapa buraco invariavelmente é executado por equipe de trabalhadores pendurados num caminhão basculante carregado de massa asfalto que é "rebolado" literalmente de cima dos buracos com uma pá. Alguém em baixo cuida de espalhar e pronto, está feito o "serviço".

 

O que era ruim, ficou pior

Concluído esse trabalho, mais parece que um terremoto atingiu aquele trecho. O que era ruim, piora muito após essa ação dos agentes da Prefeitura. Criam verdadeiras lombadas dificultando o transito e quebrando veículos. Já passou da hora da Prefeitura de Teresina exigir um melhor acabamento na prestação desses serviços. Empresas são contratadas para fazer essa manutenção sem que se observe a qualificação técnica para tal. Muitas dessas empresas "construtoras" não possuem sequer os equipamentos mínimos e adequados para prestar um bom serviço.

 

13 de julho de 2023

Piauí – Para Onde Queremos Ir

O Piauí, quem diria, já foi um dos estados mais ricos da federação. Houve uma época em que o Piauí era possuidor do maior rebanho bovino do Brasil. A exportação de cera de carnaúba pelo porto de Parnaíba era coisa rotineira e trazia de volta muitas divisas em moeda estrangeira que acreditávamos, pudesse fomentar o crescimento interno. A pergunta que não quer calar é: Como entender o que houve nesse percurso entre um dia ter sido uma das maiores economias do país e hoje está agarrada a décadas disputando os últimos lugares do PIB nacional?

Para entendermos melhor, podemos comparar o que não tem comparação. Piauí, e São Paulo, nossa California brasileira.

 A geração de riquezas de uma unidade federada, em termos macro econômicos, o PIB – Produto Interno Bruto mede as riquezas que os estados produzem e por consequência a formação do PIB nacional.

O PIB – Produto Interno Bruto do Brasil, números mais recentes de 2020 é de cerca de 9,9 trilhões de reais.

Já o PIB do Piauí é de apenas 56,39 bilhões de reais, o que representa cerca de 0,7% do PIB do Brasil. Não conseguimos dobrar nem a barreira simbólica de 1,00% de participação das riquezas nacionais. 

Impressionante!

O estado precisa encontrar urgente superar esse abismo que nos separa do resto do país e descobrir sua vocação econômica que possa ser reconhecido como a identidade de seu desenvolvimento. Precisamos deixar de ser o maior e melhor em tudo exclusivamente aos olhos da mídia governamental de plantão e cuidar de fato para reverter essa situação, sob pena de continuarmos onde estamos e perdendo nossas cabeças pensantes, nossos jovens que buscam sua sobrevivência e conhecimento em outros estados. Hoje, esse é um dos principais produtos de exportação do Piaui. Nossos Jovens.

A representação do nosso PIB do Piauí está distribuído por participação segmentada da seguinte maneira.

AGRONEGÓCIO 9,2%

INDUSTRIA 14%

COMERCIO 13,6%

PARTICIPAÇÃO DO GOVERNO 33,5%

OUTROS – 29,7%

Esse OUTROS são as transferências constitucionais obrigatórias que o Governo Federal faz. Exemplo são aposentadorias do INSS, programas sociais entre eles o bolsa família, fundeb – fundo de educação, saúde, segurança, etc.

Em resumo, o nosso Piauí precisa deixar de fazer calçamento, esquecer um pouco o famigerado voto e investir seus recursos em áreas estratégicas e estruturantes que permitiam que à iniciativa privada possa colaborar de forma efetiva gerando novos negócios.

RESUMINDO, a participação governamental na formação do PIB do Piauí representa 33,5% da conformação geral do PIB do Estado. Em SP a participação do governo é de apenas 8,5%, esse percentual de participação do estado é mínimo, insignificante.

07 de julho de 2023

UFPI abandonada

 

O tempo passa, a banda toca, muda o estilo e a música, evoluímos enquanto sociedade de um lado e nosso principal vetor do conhecimento desce em velocidade acelerada ao fundo do poço.

No campo da gestão, a aparência externa é de total abandono. Parece que recursos existem para muita coisa, menos para sobrar dinheiro que possa comprar um balde de tinta e usar na manutenção e preservar o patrimônio da instituição, como esse abrigo de passageiros teima em se mostrar.

A UFPI - Universidade Federal do Piauí está rapidamente se transformando num local de quase tudo, menos de conhecimento científico. Dá emprego para muitos, alguns cursos são muito bons, outros nem tanto. Pesquisa cientifica que proporcione ao nosso meio crescimento e que dê causa a instalação ou inauguração de inventos, dessa universidade nada sai. Enriquecimento do meio científico, prémios internacionais, publicações em magazines especializados, nada. Não faz o seu dever de casa que é contribuir para o engrandecimento social de nossa gente. La, o que tem mesmo é muito desperdício de talentos e falta de objetivos que possa ajudar no crescimento econômico do Piauí. Notícias recentes dão conta das famosas festas de calouros embaladas por muita bebida, sexo livre e agora sabemos, estupros e Rock and Roll. Recentemente, numa dessas calouradas, o campus da UFPI foi palco de um estupro e assassinato de uma estudante.

Nenhuma instituição, seja pública ou privada, sem disciplina mínima, pode prosperar.

O que a sociedade piauiense sempre esperou da UFPI, era que dali saíssem pesquisas cientificas com capacidade de transformar a vida socioeconômica dos piauienses. Pelo jeito, nossa UFPI vai continuar distribuindo diplomas para muitos setores da academia, mas que só servirão mesmo para ficar no fundo de alguma gaveta e esquecido.

02 de julho de 2023

Gabriela já passou?

Teresina, como de resto todo o Brasil vivia dias efusivos e dourados desde a conquista da copa do mundo, no México, em 1970. Mas o divertimento mesmo se restringia aos bailes nos clubes da capital e às festas nos inferninhos de ponta de rua. O rock nacional mal tinha dado os primeiros passos por aqui e a moda era escutar Maluco Beleza, com Raul Seixas, e Ovelha Negra, com Rita Lee, e outros menos cotados. As Tv’s eram raríssimas. Só nas residências abastadas da nossa “aristocracia saraivana” se podia encontrar esse apetrecho da nova era que se abria no campo das comunicações de massa. Quem, como eu, morava no Bairro de Fátima, então, que naquele tempo de final do primeiro governo Alberto Silva, e era ovelha de Dom Avelar Brandão Vilela, o divertimento era mesmo só a missa celebrada pelo novíssimo padre Tony Batista, recém-chegado com a missão de catequisar naquela distante paróquia. A avenida Nossa Senhora de Fátima terminava exatamente na praça da Igreja. O Bairro de Fátima terminava mesmo ali. Por trás da igreja só mesmo vereda de tropa de jumentos com cangalhas suportando o peso dos jacás repletos de frutas e legumes para vender no mercado central de Teresina ou no mercado do Mafuá. Imaginem aí, nem um mercado o bairro possuía.

O divertimento da juventude era mesmo restrito às missas do sábado e do domingo, ministrada sempre à noitinha, o que nos permitia em seguida passear na grande praça, sempre no sentido horário, enquanto as moças faziam o mesmo passeio no sentido anti-horário. Era como podíamos “paquerar” e admirar a beleza das moçoilas que, às vezes, sequer tinham debutado. As paqueras eram, de certo modo vigiadas pelos pais e os namoros requeriam respeito. A intimidade do casal só era possível depois de longo tempo juntos. Não era raro a moça trazer em sua companhia uma outra pessoa da família que tinha a missão de vigiá-la. E a intimidade do casal não passava mesmo de inocentes beijos e passear de mãos dadas. Hoje isso soa como se estivéssemos falando de ET’s.

Durante a semana de trabalho dos pais o que nos restava era mesmo estudar nos estabelecimentos educacionais do estado existentes no bairro ou no centro da cidade. No meu caso, estudava no Colégio Leao XIII no centro, cujo rigoroso diretor, Professor Moacir Madeira Campos exigia prudência no comportamento juvenil. Para o deslocamento nos utilizávamos de uma pequena e precária empresa de ônibus que fazia a “linha” Bairro de Fátima ao Centro. Em seguida, era retornar para casa e à noite, em companhia de muitos desocupados, ficar esperando a hora de assistir a novela Gabriela na única TV do Bairro, instalada na praça pela Prefeitura de Teresina para garantir o mínimo de ocupação da juventude e contribuindo para evitar que cabeças vazias fizessem bobagens.

Certa noite, com a molecada toda sentado no chão rústico de cimento da praça se voltam todos ao mesmo tempo e surpreendidos pela chegada de assíduo frequentador do lugar para acompanhar a dita novela.  O homem vinha em desabalada carreira, como se o tempo lhe faltasse para respirar ou escorresse por entre os dedos num último sopro da vida. Cansado, suado às bicas, rebola ao chão sua bicicleta e esbaforido pergunta de chofre: a Gabriela já passou?

De pronto, um gaiato a postos para aproveitar essas deixas, respondeu: Rapaz só se foi pela rua de trás da igreja. Por aqui não vi, não. A gargalhada foi geral. Já podíamos voltar para casa e dormir feliz.

Era assim, de forma leve, que a juventude dos anos setenta se divertia!